sábado, 28 de agosto de 2010

Prata da Casa

que vale Ouro!
Ó, nem vou comentar nada, porque a voz fala por si, não é mesmo?


domingo, 22 de agosto de 2010

Shontelle, Nick Pitera e Shan Malaika

O Nick Pitera, assim como o Chance (clipping anterior) apareceu no Ellen DeGeneres. Gostei dele. Tem muitos vídeos no youtube, mas o que marcou sua "aparição youtubistica" foi o A whole new world. Ele canta bem e tem um falsete legal. O vídeo que segue é um cover de Impossible da Shontelle, que é "nova" no pedaço, mas mandou muito bem nessa canção. No vídeo, o Nick tem uma ajudinha da Shan Malaika, que também é uma youtubeira de carteirinha com ótimos vídeos (postei um dela também). Sugiro que confiram os 3 nomes no YT.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O que é dança ?

Se o título desse post sugere que eu vá responder à pergunta por ele introduzida, já agora eu digo que não. Seria pretencioso respondê-la. Mas é possível discorrer sobre esse assunto de forma ao mesmo tempo profunda e não exaustiva. Aliás, vou mudar o foco da pergunta para o seguinte: de quê é feita a dança?

Quais os materiais utilizados nessa construção? Isso traduz melhor a idéia que passa em minha mente. E adianto, é possível fazer uma casa de madeira, assim como de cimento ou ainda de pedras. É possível telhas de barro, ou outros materiais. Uma casa pode ter mais de um andar. Pode abrigar uma família ou algumas várias. Uma casa pode ter as paredes revestidas de tinta, papel-parede, tecidos, quadros, texturas; os quais podem ser coloridos, de tons pastéis, cores fortes, ou ainda reproduzir paisagens e a natureza.

É dessa complexidade, dessa variedade que é feita a dança. É dessa diversidade material que ela se compõe.

A dança incorpora de modo muito marcante a cultura de um povo. Nela é possível ver a tradição, os costumes, os valores, os princípios, a filosofia daqueles que, através dela, se expressam. Esse é o cimento primordial em sua constituição (nível 1). E a esse aspecto fundamental cabe muitos e muitos posts. Vou pular para a decoração. =)

Há pessoas que cospem fogo enquanto dançam. Há pessoas que dançam equilibrando uma espada. Há pessoas que dançam saltando e há as que dançam "paradas". Esses aspectos seriam o revestimento da dança (nível 2), a roupagem sobreposta aos aspectos fundamentais. Para além desses, há ainda os adereços e detalhes inseridos na composição (nível 3), como se fossem a maquiagem ou os adornos que dão o toque final em uma dança verdadeiramente bem elaborada. Fique claro: uma pessoa que faz um solo vestida apenas com um colã, pode conter todos os elementos constituintes supracitados; é uma questão delicada e complexa o ato de determinar essas partes em um todo. E nem sempre essa determinação é visualmente possível.

A seguir, faço uma breve listagem do que chamei "elementos de revestimento". É possível fazer uma pequena enumeração desses "papéis de parede", distinguindo alguns elementos básicos de construção e caracterização da dança em suas diferentes vertentes. A lista a seguir não é completa, nem poderia ser. É apenas a determinação de alguns elementos constituintes. Uma mesma dança pode usar vários desses elementos em conjunto, como pode ser observado nos vídeos que seguem.

Classificação da Dança por Elementos Constitutivos de Nível 2

  • Dança Acrobática: É a inserção de elementos de acrobacia, flexibilidade, força e equilíbrio como os pontos marcantes da dança.
  • Dança Teatralizada: Possui cenário, história, dramatização, atos. É uma história contada por meio da dança.
  • Dança Ritualística: Ou sagrada. Para alguns povos, a dança é um elemento religioso, e seu uso pode ser parte se um ritual ou mesmo o ritual em si. Muitas danças que hoje não são mais ritualísticas podem ter surgido dessa forma.
  • Dança Solo: O nome já diz. Uma única pessoa dança, e por isso a liberdade de execução é maior.
  • Dança em Dupla: Acrescenta elementos importantes na dança solo. A dança em dupla permite uma variedade que não é possível na dança solo.
  • Dança em Grupo: Pode ter formas muito variadas de execução. O grupo pode dançar sincronamente ou assincronamente. Geralmente há formação de formas geométricas abertas ou fechadas.
  • Dança Coreografada: Os movimentos da dança foram previamente estabelecidos.
  • Dança Livre (ou improvisada): Não gosto de chamar esse elemento de "improvisação", porque pode, equivocadamente, dar a idéia de que é algo mal-feito ou feito de "qualquer jeito". A dança livre é uma movimentação sem o prévio estabelecimento dos movimentos. É a dança que não foi coreografada, mas não quer dizer que não tenha técnica apurada.
  • Dança Tradicional/Regionalizada: É aquela que remete a características regionais, que possuem uma história por traz de sua constituição
  • Dança Extracorpórea: Usa elementos acessórios, que vão além do corpo, que são de fora do corpo. Qualquer tipo de acessório caracteriza uma dança extracorpórea, como por exemplo: velas, lenços, bastões, chapéus.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

de Paulo Coelho

Sem entrar no mérito de questões outras, encontrei no blog do Paulo Coelho uma interessante "declaração de princípios", a qual transcrevo a seguir.

1] Todos os homens são diferentes. E devem fazer o possível para continuar sendo.
2] A todo ser humano foram concedidas duas maneiras de agir: a ação e a contemplação. Ambos levam ao mesmo lugar.
3] A todo ser humano foram concedidas duas qualidades: o poder e o dom. O poder dirige o homem ao encontro com o seu destino, o dom o obriga a dividir com os outros o que há de melhor em si mesmo.
4] A todo ser humano foi dada uma virtude: a capacidade de escolher. O que não utiliza esta virtude, a transforma em uma maldição – e outros escolherão por ele.
5] Todo ser humano tem direito a duas bênçãos, a saber: a benção de acertar, e a benção de errar. No segundo caso, sempre existe um aprendizado que o conduzirá ao caminho certo.
6] Todo ser humano tem um perfil sexual próprio, e deve exerce-lo sem culpa – desde que não obrigue os outros a exerce-lo com ele.
7] Todo ser humano tem uma Lenda Pessoal a ser cumprida, e esta é a sua razão de estar neste mundo. A Lenda Pessoal manifesta-se através do entusiasmo com sua tarefa.
Parágrafo único: pode-se abandonar por certo tempo a Lenda Pessoal, desde que não se esqueça dela, e volte assim que for possível.
8] Todo homem tem o seu lado feminino, e toda mulher tem o seu lado masculino. É necessário usar a disciplina com intuição, e usar a intuição com objetividade
9] Todo ser humano precisa conhecer duas linguagens: a linguagem da sociedade e a linguagem dos sinais. Uma serve para a comunicação com os outros. A outra serve para entender as mensagens de Deus.
10] Todo ser humano tem direito à busca da alegria, e entende-se por alegria algo que o deixa contente – não necessariamente aquilo que deixa os outros contentes.
11] Todo ser humano deve manter viva dentro de si a sagrada chama da loucura. E deve comportar-se como uma pessoa normal.
12] São considerados faltas graves apenas os seguintes itens: não respeitar o direito do próximo, deixar-se paralisar pelo medo, sentir-se culpado, achar que não merece o bom e o mal que lhe acontece na vida, e ser covarde.
Parágrafo 1 - amaremos nossos adversários, mas não faremos alianças com eles. foram colocados no nosso caminho para testar nossa espada, e merecem o respeito de nossa luta.
Parágrafo 2 - escolheremos nossos adversários.
12A]Fica decretado o fim do muro que separa o sagrado do profano: a partir de agora, tudo é sagrado.
14] Tudo que é feito no presente afeta o futuro por conseqüência, e o passado por redenção.
15] O impossível é possivel.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Greyson Chance

O Chance ficou "célebre" ao cantar uma versão de Papparazzi numa mostra de talentos do colégio. A música que ele canta nesse vídeo é uma composição dele próprio. A letra é linda e a voz dele também. Ele participou do programa da Ellen DeGeneres, que acabou criando um selo musical e irá lançar o garoto em sua carreira musical.

domingo, 25 de julho de 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Cerimônia do Chá

Um caminho para a evolução espiritual

A Cerimônia do Chá (Chanoyu), ou Caminho do Chá (Chado), é a arte de servir e saborear o “matcha”, um chá verde em pó. Seu maior objetivo é proporcionar elevação espiritual ao anfitrião e ao convidado. Uma das principais artes tradicionais do Japão, a cerimônia sintetiza a cultura do país e engloba inúmeras manifestações artísticas. Em nenhum outro lugar do mundo, sua contribuição foi tão significativa culturalmente. As artes florais, cerâmica, caligrafia, arquitetura, jardinagem, pintura, música, entre outras, sofreram forte influência do “Chado”, composto também pela apreciação dos utensílios, que muitas vezes são objetos de grande valor artístico. Meishu-Sama foi um grande apreciador da Arte do Chá. Ao receber pessoas no Sanguetsu-An (Casa de Chá Montanha e Lua), em Hakone, preparava pessoalmente a sala, escolhendo as caligrafias a serem expostas, vivificando as flores e recebendo os convidados com muito prazer. Ao ser perguntado por um interlocutor se ministros e missionários, independente do sexo, deveriam conhecer Ikebana e Cerimônia do Chá, Meishu-Sama respondeu afirmativamente. “Isso porque a Arte se desenvolverá intensamente, no mundo paradisíaco. Aqueles que têm condições de praticar devem fazê-lo”, explicou. Segundo a 3ª Líder Espiritual, Itsuki Okada, filha de Meishu-Sama, a cerimônia é uma arte de caráter global, contribuindo para a elevação espiritual das pessoas de todo o mundo. Além da beleza dos elementos artísticos, engloba a beleza da  natureza e a beleza de cunho religioso. Essa arte é o caminho mais curto para alcançarmos uma vida baseada na trilogia Verdade, Bem e Belo, fundamental para a criação do Paraíso Terrestre, maior objetivo da Igreja Messiânica. 

Histórico

No século XII, Eisai, monge da seita budista Zen, introduziu no Japão o “matcha”, que substituiu o chá em tijolo. Restrito inicialmente aos monges budistas, o hábito de tomar chá foi, em pouco tempo, incorporado pelos nobres, pelos samurais e chegou às comunidades rurais. Antes das incursões guerreiras, os samurais costumavam se reunir para adquirir elevação espiritual. Como não sabiam se sobreviveriam à jornada, procuravam participar da cerimônia como se fosse a última vez. Por isso, ainda hoje, o anfitrião empenha-se ao máximo para oferecer o melhor ao convidado, procurando tornar o mais agradável possível o encontro. O monge zenista Murata Shuko (1422-1502) estabeleceu a Cerimônia do Chá japonesa. Já Sen no Rikyu  (1522-1591), também monge zenista, definiu a estrutura estética do “Chanoyu”, como é conhecida hoje. Considerado o maior mestre do chá e fundador da Urasenke, a mais tradicional escola de Chá do Japão, Sen no Rikyu identificou os quatro princípios da cerimônia: “wa” (harmonia), “kei” (respeito), “sei” (pureza) e “jaku” (tranqüilidade). “A Cerimônia do Chá é a conjunção de quatro fatores: treinamento, arte, cerimonial e sociabilidade”, afirmou. No século XIX, Okakura Tenshin escreveu “The Book of Tea” (“O Livro do Chá”), que contribuiu para a divulgação do “Chado” por vários países.

Evolução espiritual

Os movimentos realizados no “Chado” são muito suaves, delicados, graciosos, meticulosos, elegantes, sem desperdícios, sendo preestabelecidos instante por instante. O anfitrião começa a preparação dias antes do encontro, mas não só de forma espiritual. De acordo com a estação do ano e solenidade do evento, ele escolhe cuidadosamente os melhores utensílios: tigelas de chá, louças, flores, lenços de seda, incenso. Antes da cerimônia, pode ser servido o “kaisseki” (refeição). Presentes na Cerimônia do Chá, o espírito de servir, o altruísmo, a gratidão, a beleza, a ordem e a simplicidade trazem evolução espiritual ao anfitrião e convidado. Tudo isso sugere, naquele ato, uma pausa para reflexão sobre si mesmos e sobre o momento que estão compartilhando. No pensamento oriental, a partir do “do” (caminho) alcança-se o “satori”, ou seja, a compreensão, a intuição e a percepção das coisas. Daí a origem da palavra “Chado” – o caminho do chá –, que foi aperfeiçoado até se tornar um meio de conquista de autocontrole emocional, auto-expressão e iluminação espiritual. A duração do “Chado” é de cerca de quatro horas. Para entrar na sala de chá é preciso purificar-se. Anfitrião e convidado deixam tudo o que é mundano, profano, do lado de fora. Não são usados objetos como anel, jóias, brincos ou colar. Sandra Caldas Lourenço, praticante da cerimônia há sete anos, acredita que é indispensável participar do “Chado” para compreendê-lo mais profundamente. “Cada anfitrião e convidado têm uma reação diferente, a cada cerimônia. O Caminho do Chá é difícil de ser explicado em palavras. Ele precisa ser vivenciado”, diz. Cada cerimônia é única. As sensações que ela proporciona jamais se repetem. Daí, a origem da expressão japonesa “itigo itie” (um momento, um encontro único, que jamais se repete). Uma cerimônia nunca é igual à outra porque os convidados, as flores vivificadas e os utensílios são diferentes. O “Chado” deve simbolizar o ato de purificação, ser um meio de divulgar o mundo do Belo, uma forma de deleitar os cinco sentidos e valorizar o fato de colocarmos sentimento em tudo o que fazemos. Além de ser acessível a qualquer pessoa, em qualquer local e momento, sua filosofia pode ser trazida para o nosso dia-a-dia. Na casa de qualquer pessoa, ainda que não seja em uma Cerimônia do Chá, também é possível servir ao convidado um simples café ou chá ocidental com o mesmo espírito do “Chado”. A partir daí afloram, no anfitrião e no convidado, maior bondade, cordialidade, cortesia, graciosidade, disciplina e humildade, libertando-os das preocupações cotidianas.

Texto integralmente extraído da revista "Izunome", parte do site da Igreja Messiânica Mundial do Brasil