Dançarinas e bailarinas, famosas e desconhecidas. Todas falam sobre a "consciência corporal" ou ainda a "conexão corporal", quando perguntadas sobre a beleza, elegância e vivacidade de suas danças, de seus movimentos.
Realmente, quando se dança com consciência corporal*, é como se a dança ganhasse alma. E é muito fácil detectar danças desalmadas: as que não conseguimos assistir.
Mas é só isso? Basta ter c.c.* que a alma nasce e então a dança adquire beleza, tudo assim instantaneamente?
O misterioso estado de graça que nos invade quando dançamos ou quando assistimos alguém dançar é, com certeza, um pouco mais que c.c.*.
Dançar obrigado, sem vontade, com medo, com vergonha, sem gostar da música, sem gostar dos espectadores... Tudo isso e muitas outras situações tiram a alma da dança, independente da técnica, do poder acrobático, da experiência e do domínio corporal de quem dança.
Então, qual o combustível que mantém a alma de uma dança sempre acesa?
A emanação da música.
Quando dançamos, buscamos uma interação com a música que nos acompanha. Às vezes tentamos seguí-la, às vezes tentamos interpretá-la, às vezes tentamos acompanhá-la.
O segredo é emaná-la.
Quando a conexão entre o dançarino e a música chega a tal ponto que a música parece sair de seu corpo, emanar de seus movimentos, a alma terá encontrado a chama que a manterá acesa. Nesse estado, ainda que um dançarino dance sem música, haverá beleza. Haverá uma beleza agradável, que alcança os corações de quem contempla a performance.
Como chegar a esse estado de conexão com a música?
Segredos...



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